O relacionamento é importante no século XXI? Muito!

Estamos nos encaminhando para o fim de 2018 e cada vez mais adentrando no século que, há pouco, era um futuro distante. Quem se lembra de filmes como “Blade Runner”  (Scott, 1982), sabe o quanto costumávamos fantasiar sobre como seria nossa vida depois do ano 2000. O filme, que se passa em novembro de 2019 (daqui a um ano), pinta um cenário futurista e decadente de uma Los Angeles destruída pelo consumismo exacerbado e egoísta da sociedade.

 

Claro que quem está vivendo o 2018 sabe o quão distante estamos dessa realidade, mas também sabe o quanto mudamos nossos hábitos de consumo dos anos 80 e 90. Por isso, as organizações estão iniciando novos capítulos na gestão e na maneira de enxergar os recursos. Obviamente, seus líderes precisam e precisarão se adequar para prosperar neste século, desenvolvendo ou melhorando algumas habilidades.

Antes de falarmos sobre quais são as habilidades ideais para se desenvolver, precisamos entender o que está acontecendo hoje na nossa sociedade, cultura e economia. Vivemos uma realidade em que cada vez mais se vivencia a Lei de Moore, que surgiu em 1965, através de um conceito estabelecido por Gordon Earl Moore. “Tal lei dizia que o poder de processamento dos computadores (entenda computadores como a informática geral, não os computadores domésticos) dobraria a cada 18 meses.” (Jordão, 2008) E isto se prova real e traz à tona um grande período de transformações dentro do nosso dia a dia. A globalização e a tecnologia vêm cada vez mais se tornando parte integrante da cultura das pessoas.

                         

Mais máquinas, menos postos de trabalho

Com certeza, a economia também presencia suas próprias rupturas e, claro, traz consequências para o dia a dia das pessoas. Hoje a economia é mais enxuta devido à alta eficiência da tecnologia (lei de Moore), o que faz com que cada vez mais os processos sejam automatizados, precisando de menos mão de obra. Como resultado, sobram pessoas em busca de empregos e faltam postos de trabalho, gerando altos índices de desemprego. Segundo Magaldi & Neto, “as transformações pelas quais passa a sociedade são tão velozes que os indivíduos não conseguem perceber racionalmente o processo de mudança. Seus impactos, no entanto, são e serão mais sentidos do que nunca”. Mas fique tranquilo, existem luzes no fim do túnel. Afinal, novas profissões vêm surgindo no mercado.

Claro que essas atividades exigem maneiras diferentes de se trabalhar, pensar e se relacionar. Cada vez mais as pessoas precisam de orientação e líderes que consigam direcioná-las dentro das organizações. Tem ficado  muito claro que o principal diferencial deste período em que a tecnologia vem substituindo o ser humano é justamente ser HUMANO. Afinal, as máquinas são muito boas em realizar ações com velocidade e eficiência, mas pecam no quesito empatia, vendas e liderança. Já se imaginaram sendo liderados por máquinas?!

Brincadeiras à parte, o fato é que realmente elas, as máquinas, nunca conseguirão trocar sentimentos e contar histórias como nós fazemos. Em um período em que as pessoas estão sendo deixadas de lado, fica evidente a necessidade de líderes, ou seja, pessoas orientando, ensinando e levando outras pessoas a enxergarem esse cenário e a prosperarem nos próximos anos. As habilidades fundamentais para esse momento são todas que são inerentes ao ser humano, que vai desde música a relacionamento e vendas. Os profissionais que tiverem esse domínio terão um lugar muito especial no mercado de trabalho.

E, na prática, quais são as habilidades?

Escuta ativa – No processo de relacionamento humano é mais querido quem fala menos, é isso mesmo, quem ouve mais ganha mais amizades, simplesmente porque as pessoas adoram falar, adoram compartilhar suas vivências e serem ouvidas (verdadeiramente ouvidas). Por isso se especialize em ouvir sem ficar pensando no que vai falar. Simplesmente escute e se interesse pelo que o outro tem a dizer.

 

Respeito – Não existe nada mais desagradável do que ser tratado com desrespeito, desrespeito por quem nós somos, desrespeito pela nossa história, portanto procure respeitar a vivência do outro, a verdade que ali está sendo contada e mostrada.

 

Empatia – Se colocar no lugar do outro, sentir as dores e alegrias do seu interlocutor utilizando a escuta ativa e o respeito é uma bomba de resultados quando se trata de relacionamento. As pessoas cada vez mais buscam ser entendidas. Em um mundo de relacionamento à distância, o estar perto conta demais, por isso busque a empatia.

 

Mente aberta – Em qualquer empresa ou negócio as pessoas são diferentes e possuem crenças diversas. O líder que tiver uma mente livre de preconceitos e for aberto a entender o porquê de tal crença e identificar e valorizar o diferente, terá vantagem. Para influenciar as pessoas é preciso ter permeabilidade entre elas.

É claro que aqui neste texto apenas algumas habilidades foram citadas. Se você deseja se especializar mais , aconselho que pesquise em livros, palestras e participe de  eventos de treinamento voltados a esse tipo de conhecimento.

Se você hoje está no mercado de trabalho ou busca entrar, procure entender todas essas mudanças. Afinal são elas que estão pautando o futuro dos profissionais e esse, meus amigos, é um caminho sem volta, uma vez que as empresas buscam cada vez mais processos enxutos e menos custosos. Portanto, boa sorte em aprender algumas dessas habilidades e a se encontrar nesse processo de grandes mudanças!

Conclusão:

Estamos vivendo uma mudança pautada pela tecnologia e as consequências dessa transformação atingem o mercado de trabalho e o dia a dia das pessoas diminuindo a oferta de postos de trabalho tradicionais. Por este motivo, precisamos cada vez mais de líderes com estas novas habilidades, orientando pessoas para a realocação dentro do mercado.

 

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