Você já conhece a Geração Z?

Conectados? Sempre, cada vez mais. Ansiosos, porque acostumados a lidar com processos rápidos – e com um pé no empreendedorismo, são adeptos dos horários livres, preocupados com a sustentabilidade e resistentes à hierarquia. Não gostam muito de receber críticas porque sempre foram clientes exigentes, usuários de serviços idem e um tanto mimados por seus pais – chamados de “ helicópteros”. Ou, seja, aqueles que  estão sempre prontos para resgatar os filhos quando a situação exige.

Mas quem são estes jovens? Podem chamar de Gen Z, ou a geração Z, ou ainda de pós- Millennials ou os Centennials. De 1960 até o final dos anos 70 era a geração X, depois veio a Y ou os Millennials – a partir de 1979 até a década de 90. E agora os completos nativos digitais – os Z.  

O corte geracional é discutido – de 1995 até 2010 segundo a maioria dos estudiosos, ou a partir de 2000 até 2010, de acordo com a ONU. Portanto, os mais velhos, segundo aqueles estudiosos, estão entrando no mercado de trabalho e provocando impacto. Só nos Estados Unidos são 22% da população.  As relações de trabalho, não há dúvida, serão vez mais virtuais. A geração Z representará, segundo projeções da Organização das Nações Unidas, 32% da população mundial ano que vem, superando os Millennials, com 31,5%.

Viver sem wifi ou smartfone? Jamais!

Se a geração Y já marcava seu espaço como nativos digitais, a geração que veio depois nasceu com a tecnologia já consolidada e em constante evolução. Os centennials não se imaginam sem wifi ou smartfone. Comunicam-se através de aplicativos, plataformas, vídeos. São muito dependentes da tecnologia.  O impacto desta geração atinge a cultura, as empresas e o consumo – porque são clientes e também serão empregados ou empreendedores. Os departamentos de Recursos Humanos buscam adequar suas normas para receber jovens que são pragmáticos, indefinidos, conversadores, valorizam a transparência, transitam por várias tribos. Uma geração que se expressa muito por meio de memes e emojis.

O mercado de trabalho vai se adaptar a estes jovens mais críticos e exigentes que não se  imaginam fora do ambiente online, da troca instantânea de mensagens, das multitarefas? Será necessário, será vital. Pesquisas mostram que eles, os Centennials, estão mais à vontade com os assuntos relacionados  à Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Mas também têm o pé mais no chão porque suas famílias já enfrentaram ou enfrentam problemas com a instabilidade econômica, com o desemprego. Se a geração Y já era pragmática na sua visão da carreira, a Z tende a pensar mais em segurança financeira e engajamento.

Uma geração de empreendedores? Talvez.

Esta geração que está se preparando ou entrando para o mercado de trabalho  tem ainda algumas características, resultado de sua imersão na tecnologia e na rede:  mais flexibilidade para prever os problemas, antecipar-se e simplificá-los.

Quem assegura é a revista Forbes: as startups entraram para valer no sonho dos mais jovens. O desejo de ter um negócio está em seus planos. Numa comparação entre centennials e millennials, a  nova geração tem 55% mais interesse em abrir sua própria empresa. Motivo? A garantia da independência e do sucesso financeiro. E serão inovadores dentro de qualquer tipo de negócio. Perfis sonhadores, mas que assumem a iniciativa e a responsabilidade. Será? A conferir.

Juntas e misturadas, as gerações quebram paradigmas

No final das contas são várias gerações que atuam no mercado de trabalho: os mais jovens Baby Boomers ( nascidos entre 1946 e 1960, depois da explosão populacional do pós-guerra) e as gerações X, Y e a Z, que está entrando ou preparando sua entrada na vida profissional.. Juntas e misturadas, cada uma guarda alguma característica da anterior mas, também, agrega novas e quebra paradigmas.

Mas uma coisa é certa: o modo de fazer negócio não será o mesmo nos próximos cinco anos. E as gerações dos millennials e dos pós- millennials estarão no meio dos grandes avanços, das mudanças dos padrões de consumo e das relações de trabalho. Novas tecnologias, novos equipamentos, muito mais interatividade e conexão, realidade virtual, economia solidária, coworking.

Tem mais: a novíssima geração chama-se Alpha

Mas você acha que paramos por aqui? Nada disso. Já surgiu outra geração, não envolvida ainda, é claro, com o mercado de trabalho. Será a grande usuária da tecnologia e das muitas mudanças.. É a Alpha, termo usado pelo australiano Mark McCrindle para designar o novo grupo etário- crianças nascidas a partir de 2010.

Para orgulho dos papais e segundo o sociólogo australiano, as crianças são muito mais independentes e com o potencial maior para resolver problemas que os seus pais e avós. Os filhos das gerações X e Y nasceram no momento em que a interação com a tecnologia atingiu proporções enormes. A educação está mudando,  o mercado de consumo também, o mercado de trabalho idem. Bem-vindos, inteligentes Alphas!

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre estas crianças inteligentes e independentes deve assistir o documentário Alpha- a nova geração, criado para Heinz Papinhas, no YouTube. Vale a pena.

Por favor nos acompanhe e curta:

Leave a Reply

Your email address will not be published.