Como vai terminar seu ano? Suas contas estão em dia? Tem dívidas? A Educação Financeira pode lhe ajudar a organizar o orçamento, mesmo que pequeno!


De uns tempos para cá é um assunto recorrente. Porque a sociedade de consumo possui gatilhos para você não parar de comprar. Qualquer coisa. Há algum tempo, ou há muito tempo, estava nos Estados Unidos com meus filhos -uma viagem de recompensa, porque havíamos sofrido uma grande perda. Entramos naquela loja que era realmente de 1 dólar e eles ficaram loucos. A cotação era de 1 x 1 em relação ao real. A melhor que já existiu. Escolheram tudo o que queriam – cada um levou seu dinheiro e não poderiam extrapolar . Ao chegarem no caixa, surpresa: gastaram 100 dólares cada, em uma única loja, de um orçamento de US 500. Levaram um grande susto!

A partir daí, ficaram mais atentos. Então é lógico: cede-se ao baixo preço, ao produto desejado, ao sonho, à facilidade em encontrá-lo bem pertinho em prateleiras bem arrumadas, à publicidade, etc. É preciso – seja em viagens, ou, principalmente, no nosso dia a dia – planejar os gastos, as poupanças e os investimentos. Sou de uma geração que nunca pensou muito nisso. Não dávamos valor ao dinheiro como devíamos, vivíamos o aqui e agora, embora pensássemos na casa própria e a tivéssemos, em dar a melhor escola para as crianças, ter um bom seguro saúde (o da empresa satisfazia) e tínhamos até, o que hoje é bem difícil, empregada doméstica para cuidar da casa e de nossos filhos enquanto trabalhávamos. Duas. Um privilégio, sei bem disso.

Os tempos mudaram, naquela época os empregos eram para quase toda a vida, ficávamos muito tempo em um só, os salários eram bons e havia emprego para quase todo mundo. O cenário agora é de desemprego, zero estabilidade, aposentadoria bem magra. Trabalhávamos muito, é verdade, e a qualidade de vida era sempre desejada mas dificilmente alcançada. Hoje há mudanças, fiquem bem atentos; o mercado não é mais o mesmo, as profissões estão mudando até de status, há novos modelos de negócios neste século XXI. Mas isto é assunto para outro artigo.

Então, o que é mesmo educação financeira? Só controlar gastos e investir?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem seu conceito firmado desde 2005:

“É o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro”.


Há muitos conceitos, muitas definições. Especialistas, órgãos oficiais, instituições financeiras, empresas, todos se debruçam para estudar e divulgar o que é educação financeira e sua importância. O Brasil não é muito bom nisso. Precisa criar uma “cidadania financeira”, segundo o Banco Central, que também tem sua definição:

A educação financeira é o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram sua compreensão dos conceitos e produtos financeiros. Com informação, formação e orientação claras, as pessoas adquirem os valores e as competências necessários para se tornarem conscientes das oportunidades e dos riscos a elas associados e, então, façam escolhas bem embasadas, saibam onde procurar ajuda e adotem outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, a Educação Financeira é um processo que contribui, de modo consistente, para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro”.

O Banco Central disponibiliza gratuitamente cursos em seu Portal da Cidadania Financeira. Gratuitos e online. O Gestão de Finanças Pessoais, por exemplo, construído de forma lúdica e com conceitos básicos sobre temas do cotidiano das pessoas, aborda:

Nossa relação com o dinheiro
Orçamento pessoal ou familiar
Crédito e endividamento
Consumo planejado e consciente
Poupança e investimento
Prevenção e proteção
Consumindo serviços financeiros.

Estamos mal na foto. É preciso mudar hábitos, organizar-se

Nós temos, no país, uma Estratégia Nacional de Educação Financeira. Mas o que é isto? É uma mobilização multissetorial em torno da promoção de ações de educação financeira.
Através do Banco Central é promovida, anualmente, a Semana Nacional de Educação Financeira. Aí são promovidas diversas ações educacionais.

Na primeira edição da Semana Enef, em 2014, foram realizados mais de 170 eventos, presenciais ou online, em 21 cidades, de 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Em 2017, 1.826 ações – presenciais e online –, aumento de 75% em relação ao ano anterior, com a participação de 1,9 milhão de pessoas, em 3.781 eventos.
Muita coisa, não? Mas continuamos mal na foto.

Se você quer conhecer mais sobre a ENEF, clique em www.vidaedinheiro.gov.br. Vai encontrar muito material, impresso e online, ferramentas, vídeos e tudo o mais para entender a educação financeira.

Criança precisa aprender a lidar com dinheiro, para ser um consumidor consciente

O que ajudará muito a todos já está até no currículo ou na grade da criançada: Educação Financeira. Oficialmente incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), seu ensino ainda engatinha, mas deverá melhorar. Para o ensino fundamental, é lei desde dezembro de 2017. Controlar os gastos na infância e na adolescência, dizem os especialistas, é fundamental para que, quando adultos, mantenham uma vida financeira saudável.

Para motivar o processo de educação financeira em todo o ciclo de formação de crianças e jovens, a Enef já desenvolveu o Programa Educação Financeira nas Escolas. A proposta é levar, para dentro da sala de aula, discussões e esclarecimento em torno do assunto que impacta diretamente no dia a dia das pessoas. Torçamos para que as crianças realmente aprendam a lidar com o dinheiro, coisa difícil sem ferramentas e orientações.
Através de atividades lúdicas, jogos, livros, vídeos, elas podem aprender, também em casa, a lidar com dinheiro, a poupar para comprar os brinquedos dos seus sonhos, a fazer escolhas para satisfazer seus desejos. E a valorizar o trabalho para que, mais tarde, conquistem a liberdade financeira e tenham condições de realizar seus sonhos.

Você já pensou como vai fechar este ano? Vida financeira saudável? Nem tanto?

E fim de ano chegando, os gatilhos, as armadilhas e a desatenção são maiores. Consumir e consumir sem planejamento, não pode dar certo. São dívidas deixadas para o próximo ano.
Os coachs e especialistas que tratam o assunto com mais leveza, como se olhassem direto nos olhos de quem os ouve ou os assiste em palestras, cursos, vídeos, influenciam bastante.
Um dos mais conhecidos é Gustavo Cerbasi, autor de 15 livros, entre eles o best seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, que deu origem à trilogia “Até que a sorte nos separe”.

O consultor de finanças já foi considerado, pela revista Época, uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil. É muito como referência, não? Ele é especialista em Finanças pela Stern School of Business, da Universidade de Nova Iorque, e pela Fundação Instituto de Administração. Além de Mestre em Administração e Finanças pela FEA/USP, é formado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas.

O viés é comportamental. Cerbasi, seja em livros, seja nas palestras, seja nos cursos, gosta de mostrar o porquê de famílias inseridas em qualquer classe social e nível de renda decidirem, , sem questionar, padrões pouco razoáveis de consumo, crédito, investimentos e planejamento. Como melhorar estes padrões e sair das dívidas, como planejar o futuro sem abrir mão do presente? Ele responde a estas e muitas questões no seu canal no Facebook. E se você fizer o cadastro, receberá vídeos e outras informações.

Mas, corrigindo: Gustavo Cerbasi tem programas completos de Inteligência Financeira, não de Educação Financeira. É diferente. E, via seu canal nas redes sociais, afirma: “ Você está terminando o ano financeiramente saudável? Você conseguiu juntar recursos suficientes para realizar todos os planos traçados para 2019? Se você continua com o orçamento apertado, endividado ou, simplesmente, sem conseguir acumular reservas, chegou a hora de fazer algo diferente”. Em um vídeo curto, ele enumera os sete erros que você não pode repetir em 2019:

1- Compras no início do ano

2- Deixar a declaração do IR para o final de abril

3- Deixar dinheiro parado na conta

4- Investir na poupança

5- Usar o crédito rotativo do cartão de crédito

6- Pagar juros do cheque especial

7- Não dedicar tempo para se organizar

E Cerbasi ainda afirma: “O consumo desmedido é um traço comportamental que se manifesta em muitos brasileiros. Ele pode ser resultado da necessidade de afirmação social, que se sobrepõe à gestão racional das finanças. Quando alguém adquire um bem de consumo que não cabe em seu orçamento para se equiparar a pessoas próximas, corre o risco de perder as rédeas sobre as próprias finanças”.
E o que seria um programa de Inteligência Financeira? Para Cerbasi, deve oferecer orientação e ferramentas para garantir o domínio dos conhecimentos necessários para:
Equilibrar as finanças
Assegurar a construção de planos ambiciosos
Propiciar um aumento imediato na qualidade de vida
Estruturar uma carteira de investimentos eficiente, equilibrada e com rentabilidade acima da média de mercado
Planejar de maneira tangível a conquista da independência financeira
Multiplicar as orientações financeiras através da educação, consultoria ou coaching.
Se você quer conhecer as estratégias do especialista para cuidar melhor do seu dinheiro, inscreva-se no link http://cerbasi.site/drop99 e receberá dicas em primeira mão!


Então, vamos planejar suas finanças e as de sua família para entrar o ano com planos tangíveis e uma organização básica que permita ter uma vida financeira saudável? Este poderá ser um daqueles desejos expressos no final do ano: emagrecer, entrar numa academia de ginástica pra valer, ter filho, mudar de emprego, viajar, abraçar um voluntariado, encontrar-se mais com os amigos do peito, unir mais a família e…consumir conscientemente. Feliz 2019!

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